Falar sobre sistema presbiteriano seria fácil, pois nós, que fazemos parte deste sistema deveríamos conhecê-lo a fundo, mas infelizmente não é bem assim dentro da nossa igreja.

Parece que, na verdade, muitos de nós nem sequer fazemos um esforço para conhecer nosso sistema.E por causa desta displicência dos ministros, os membros da nossa igreja não sentem desejo nenhum de conhecer nosso sistema de governo. Muitos nem fazem idéia do que é o presbiterianismo. Se fosse feita uma pesquisa, descobriríamos que menos de dez por cento sabe, na realidade, o que é. Este curso visa trazer um conhecimento mais profundo das nossas raízes e como chegou até nós o Sistema Presbiteriano. Por isso vamos passar inicialmente pela história da chegada dos presbiterianos no Brasil e assim entrar no que é nosso sistema de governo. Que este permita a cada um, refletir sobre nosso sistema e vivenciá-lo no dia a dia. Sejamos referencial para aqueles que estão a nossa volta e que querem se associar conosco nesta empreitada dirigida por Deus.


As origens

1- Reforma Protestante:

Tudo começou com um jovem chamado Martinho Lutero que nasceu em 10 de novembro de 1483 na pequena cidade de Eisleben. Seu pai, um sapateiro, sonhava em ver seu filho se tornar um grande estudante de direito. Ainda muito jovem, fez latim e estudou a filosofia de Arístoteles. Um dos seu notáveis professores foi Guilherme de Occam. Certo dia, Lutero indo pela estrada de Erfurt, enfrentou uma grande tempestade e com muito medo, prometeu a Santa Ana que, se saísse daquela situação, se tornaria monge. Em 1505 ele entrou para uma ordem agostiniana. Três anos mais tarde celebrou sua primeira missa. Em 1510 foi enviado a Roma, onde se deparou pela primeira vez, com a luxúria da igreja. Em 1511 ele foi para Wittenberg e dentro do auge se sua severidade, começou estudar o livro de Romanos. Numa manhã, ele acorda pertubado com seus pecados e começa a cumprir sua auto penitência. Se auto martiriza com um chicote. Aa retomar seus estudos, se depara com Romanos 1. 17, e chega a conclusão que o justo só viverá pela fé. Em 1517 chega a cidade o arcebispo Tetzel, que vem vender suas indulgências para os pecadores. Lutero, preocupado com aquela situação, escreve noventa e cinco teses contra estas vendas e no dia 31 de outubro de 1517, ele afixa estas teses na porta da igreja em Witemberg. Após este episódio, ele passa a debater o assunto com a igreja. Não havendo acordo, ele rompe com a igreja, que passa a perseguí-lo. Surge aí a reforma e seus reformadores.2- Reforma Suiça Em 1519 quando a peste bubônica atacava todos os países, um padre, que também vivia descontente com a situação da igreja, se converte ao luteranismo. Seu nome era Uldreich Zwínglio. Este começa a reforma na Suiça, especificamente em Zurich. Ele se alia a Lutero e se torna um ponto de apoio para Lutero. Em uma de suas discussões teológicas com Lutero, por causa da ceia, Zwínglio se separa de Lutero. Zwínglio tenta conquistar Genebra para sua causa, mas não consegue, pois em Genebra havia se estabelecido um homem de grande capaciade e eloquência chamado Guilherme Farel. Zwínglio se envolve com uma guerra em 1531, onde morre. Farel em sua empreitada da reforma, precisava de alguém que continuasse sua reforma com mais ênfase. Passava por Genebra um homem que fugia da Escandinavia, por causa da perseguição. Este homem era João Calvino, que é convidado para ajudar Farel, isto em 1536. A princípio ele exita, mas em 1538 se estabelece em Genebra e começa então a reforma. Surge, pela primeira vez, um sistema de governo representativo.3- Reforma Escocesa: Em uma ocasião de grande perseguição por Maria Tudor (Maria Sanguinária) se refugia em Genebra um Escocês chamado John Knox, que ao conhecer Calvino, se entrega totalmente a sua teologia e forma de governo. Após, em 1557 com a morte de Maria Tudor, Knox volta a Escócia onde começa sua reforma. Levando o parlamento a adotar o Sistema Presbiteriano como forma de governo e a teologia calvinista como base. Se estabelece dessa forma, a primeira província a adotar o Sistema Presbiteriano , como forma de governo para a igreja e para o Estado. Knox trás com isso uma nova esperança para a Escócia, e com esta esperança, logo sua influência cresce, não só ali, mas se espalha por toda Inglaterra. No meio desta calmaria surge um novo substituto de Maria tudor, o mais temido perseguidor do cristinismo protestante James I, que leva muitos cristãos a morte e a perseguição. Com isso, muitos fogem das provincías em direção a Nova América, do outro lado do Atlântico.

2- Presbiterianos na América.

Na primeira metade do século XVII, os presbiterianos escoceses, forçados por James I se refugiam na Irlanda do Norte. Em 1570, perto de 100 mil escoceses vão para os E. Unidos. Muitos se alojam nos Estados da Pensylvania e Virgínia. Francis Makemi, um Irlandês, tornou-se pai do presbiterianismo norte-americano. Em 1706 ele organiza o primeiro Presbitério e em 1716 organiza-se o primeiro Sínodo. Com isso o presbiterianismo nos EUA cresce e torna a igreja mais sólida em solo americano. Com seu crescimento, surge a idéia de expansão pelas demais américas, principalmente a América do Sul. Surge então, as Missões destinadas a levar a mensagem verdadeira de Deus aos que se encontravam cegos no catolicismo na América do Sul.5- Igreja Presbiteriana no Brasil Em sua reunião de maio de 1859, a Assembléia Geral da Igreja Presbiteriana nos Estados Unidos da América aprova o relatório da Junta de Missões Estrangeiras, que resolve enviar missionários para o Brasil. Nesta ocasião se escolhe o Rev. Ashbel Green Simonton, membro do Presbitério de Carlisle e diplomado pelo Seminário de Princeton, para se tornar o primeiro missionário na terra brasilis. No dia 12 de agosto de 1859 Simonton, que tinha 26 anos, chega no Rio de Janeiro, onde ele reune os cristãos que estavam no Brasil, vindos de outros paises e começa sua obra. No dia 12 de Janeiro de 1862 foram batizados os primeiros brasileiros convertidos. No dia 23 de setembro de 1864, após vários contatos com o Rev. Blackford, que veio auxiliar Simonton, um padre da Cidade de Brotas se converte. Este tinha como nome José Manoel da Conceição. No dia 13 de Dezembro de 1865 se organiza o primeiro Presbitério do Brasil, vinculado a Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos, e no dia 16 de dezembro deste ano, José Manoel da conceição se torna o primeiro pastor do Brasil. No dia 06 de setembro de 1888 se organiza o primeiro Sínodo no Brasil, com a participação dos Presbitérios do Rio de Janeiro, Pernambuco, Campinas e Oeste de Minas, com a presidência do Rev. Chamberlain. Com isso, a Igreja Brasileira vai se tornando independente dos Estados Unidos. Em 14 de maio de 1867 no Rio de Janeiro, se cria o primeiro Seminário Presbiteriano no Brasil. A partir daí, o Presbiterianismo se expande para várias localidades do Brasil. Já estabelecido em São Paulo, Rio, Minas e Pernanbuco, começa a ser difundido em todo o Brasil.

Os Sistemas

Podemos hoje dizer que temos vários sistemas de governo de igreja, mas a maioria são um misto de três sistemas existentes. Dizemos que só existem três ramos que são essência, o restante é uma mescla de um com outro. São eles: o Episcopal, o Congregacional e o Presbiteriano.

1- Episcopal:

No sistema Episcopal, um arcebispo tem autoridade sobre muitos bispos. Estes, por sua vez, tem autoridade sobre uma diocese, o que significa simplesmente igrejas sob a jurisdição de um bispo. O oficial encarregado de uma paróquia local é um reitor (Ou, algumas vezes,um vigário que é o assistente ou alguém que substitui um reitor). Arcebispos, bispos e reitores eclesiásticos são sacerdotes, já que todos foram, em certa ocasião, ordenados para o sacerdócio episcopal. O argumento em favor do sistema episcopal, não é que este se encontre no Novo Testamento, mas que o resultado natural do desenvolvimento da igreja, iniciado no Novo Testamento, levou a uma complexidade, criando este sistema. No N. Testamento não encontramos nenhum argumento contra este Sistema. No sistema episcopal os leigos (Igreja) não participam, pois para o governo da Igreja, Deus escolheu Sacerdotes e não o povo. Temos como exemplo de igreja que segue este padrão a Igreja Católica Romana.

2- Congregacional:

Um único presbítero (ou Pastor). Podemos agora considerar cinco variações de governo congregacional para a igreja. A primeira, atualmente mais comum entre as igrejas batistas, é de um único presbítero. Nesse tipo de governo o pastor é considerado o único presbítero na igreja, e há um grupo de diáconos que atuam sob sua autoridade e lhe dão apoio. Nesse sistema, a congregação elege o pastor e também os diáconos. A autoridade que o pastor tem varia de igreja para igreja e geralmente vai aumentando à medida que o pastor permanece na igreja. Neste sistema, as decisões sempre são tomadas pela congregação como um todo. Os argumentos favoráveis a este sistema são geralmente encontrados na teologia de A. H. Strong, um dos argumentos citados por ele é que no Novo Testamento não se exige uma pluralidade de presbíteros, o modelo de pluralidade encontrada no Novo Testamento deve-se ao tamanho das Igrejas naquele Tempo. Exemplo de igrejas que adotam o sistema : Batista, Cristã Evangélica.

3- Presbiteriano:

Nesse sistema cada igreja local elege presbíteros para um conselho. O pastor da igreja é um dos presbíteros no conselho e tem autoridade para dirigir a igreja local. Entretanto, os membros do conselho (Os Presbíteros) são também membros de um presbitério que tem autoridade sobre diversas igrejas locais em uma região. Esse presbitério consiste de alguns ou de todos os presbíteros das igrejas locais sobre as quais eles têm autoridade. Além disso, alguns dos membros (Presbíteros) do presbitério são membros do Sínodo e do Supremo Concílio, que é a Assembléia Geral. Argumentos em favor do sistema presbiteriano são os seguintes: aqueles que têm sabedoria e dons para o presbitério devem ser chamados para usar sua sabedoria no governo da igreja local. O sistema pode efetivamente evitar que uma congregação caia em erro doutrinário de forma mais efetiva e também é um sistema que encontra mais apoio bíblico.5- Casa de Ferreiro, Espeto de Pau.Dos sistemas doutrinários da cristandade, pode-se dizer, sem nenhum favor, que o mais sólido, o mais logicamente articulado e o que melhor expressa o ensino das escrituras é o Presbiteriano. Confiado na solidez do sistema, os ministros presbiterianos nem sempre têm procurado realçar e difundir os príncipios essenciais que caracterizam a sua teologia. Seu ensino e sua prática têm visado mais as doutrinas comuns a todas as igrejas evangélicas e, principalmente, a obra de evangelização. É mesmo. Em casa de presbiteriano é raro ouvir falar em presbiterianismo. Do evangelho é que se fala mais freqüentemente.
Pela liberdade dada em nossas faculdades e seminários, muitos dos que se associam, se dizem presbiterianos e se formam, começam a viver uma realidade diferente daquilo que propõe nosso sistema. Como resultado visto nas igrejas são medidos pela freqüência e não pela essência. Muitos dos nossos presbiterianos buscam em modelos diferentes uma alternativa. Isto tem sido uma incoerência grande no nosso meio, ao longo tempo. Temos tudo para crescer com a solidez do nosso sistema, sem copiar ou se igualar a nada do que está aí fora.

Os Fundamentos

A palavra presbiteriano não designa apenas o adepto de uma forma particular de governo eclesiástico. Portanto, Sistema Presbiteriano não é apenas o código de leis que regem determinada organização religiosa. A principal doutrina que rege o sistema Presbiteriano é a Soberania de Deus, isto é, Deus está no controle absoluto de tudo quanto existe. Se partimos deste princípio fica fácil entender nosso sitema e aceitar as decisões tomadas em todas as estâncias da Igreja, e fica claro que tudo acontece segundo a vontade de Deus. Além deste fundamento, colocamos nossos pensamentos diante de pontos fundamentais. São eles os nossos simbolos de fé: a Palavra de Deus, Confissão de fé de Wistminster, Catecismo Maior, Catecismo Menor. Neles temos depositado toda a autoridade do nosso sistema. São a base de um sistema ajustado.

1- Soberania de Deus A soberania de Deus recebe ênfase na Escritura. Ele é apresentado como o criador, e sua vontade como causa de todas as coisas. Em virtude de sua obra criadora, o céu, a terra e tudo o que eles contêm lhe pertencem. Ele está revestido de autoridade absoluta sobre as hostes celestiais e sobre os moradores da terra. Ele sustenta todas as coisas com sua onipotência, e determina os fins que elas estão destinadas a cumprir. Ele governa como Rei no sentido mais absoluto da palavra, e todas as coisas dependem dele e lhe são subservientes. (Salmo 19, Salmo 50). Desta doutrina depende toda nossa teologia e toda a estrutura do sistema presbiteriano. Tenho falado que se compreendermos esta doutrina, o restante a nossas volta, dentro da igreja, se torna fácil e compreensível.2- Palavra de Deus Dentro do nosso sistema tudo se torna corrigível se ferir a base, que para nós, é a Palavra de Deus. O presbiterianismo tem encarado que a Palavra de Deus é a única regra de fé e prática, e nela está a fórmula para todo conhecimento de Deus e de sua vontade para seu povo. Olhando a soberania sem a Bíblia, não há como manter nada dentro do Sistema Presbiteriano. Cremos que tudo o que é realizável deve passar pelo crivo da Palavra de Deus. 3- Confissão de Fé. Como parte dos nossos símbolos de fé, a confissão de fé é para o sistema a base de toda a declaração de fé. Ela reune nossas principais idéias doutrinárias e tudo aquilo que nós podemos declarar de Deus. É nela que fundamentamos nossa confissão teológica, o que nos dá base para apartir daí termos, dentro da igreja, um só pensamento. Podemos até olhar para ela de modo diferente, mas ela é o princípio regulador de todas as questões teológicas. 4- Catecismo Maior e Breve Catecismo. Neles estão reunidas as principais dúvidas acerca de Deus e de sua vontade. O Catecismo Maior tenta responder as dúvidas a cerca de Deus. O Breve catecismo é um resumo do maior. Os dois, na verdade, completam uma base sólida para um sistema bem ajustado de teologia.5- Constituição. Após a organização da Igreja no Brasil, viu-se necessário ter um princípio regulador para um âmbito nacional, sendo assim se constitui a constituição da nossa Igreja. Nela está o princípio regulador para todos os âmbitos da igreja. Não se trata de teologia, mas da vida comum da Igreja e da lei como se deve viver a comunidade presbiteriana e seus membros. Dentro do sistema, ela se tornou fundamento, pois é através dela que o eixo do sistema se relaciona com as regras e modo de governo que aplicamos na Igreja.

Aspectos Principais

Como vimos dentro dos fundamentos, o sistema possui uma boa base e uma razão de ser. Mas é lógico que existem aspectos que são fundamentais para regular o sistema, e são eles: teologia, dever , culto e governo:

1- Teologia.

Como vimos dentro dos fundamentos, nossa teologia tem uma base sólida. Tem-se dito por aí que somos só calvinistas. Mas não podemos afirmar sermos só calvinistas, pois nossa teologia compreende algo a mais do que os calvinistas. Ou seja, temos três eixos de fundamento para nossa teologia: em primeiro lugar, estão as doutrinas, aceitas por todos os cristãos; em segundo lugar, estão as doutrinas mantidas por todos os protestantes e por último, as doutrinas calvinistas. No primeiro ponto podemos dizer que estão as verdades sobre: a existência de Deus, a unidade de Deus, a trindade, o plano de Deus, a criação, a providência, a queda do homem, o pecado e o castigo, a liberdade da vontade humana, a pessoa de Cristo, a personalidade do Espírito Santo, a salvação mediante a obra do Divino Redentor e a ressurreição dos mortos. Os cristãos todos aceitam, substancialmente essas doutrinas em sua forma geral, mesmo quando introduzem variações em detalhes.
No ponto protestantismo, estão as doutrinas como: supremacia das Escrituras como regra de fé e prática, supremacia da autoridade de Deus sobre a consciência humana, sacrifício vicário e mediação exclusiva de Cristo, justificação do pecador arrependido somente pela fé, promoção dos santos para o céu imediatamente após a morte. Estas doutrinas são um traço de união entre todos os cristãos evangélicos de todo mundo. Como características calvinistas no presbiterianismo, estão os cinco pontos peculiares do calvinismo: predestinação incondicional, expiação definida, a depravação total do gênero humano, a graça eficaz, e a perseverança dos santos. Neste conjunto se baseia a teologia do presbiterianismo, diferenciando dos demais evangélicos em redor do mundo. Nossa teologia, ao longo do tempo, vem cada dia mais se tornando consistente e coerente com o que podemos dizer de Deus. Tenho dito que dentro do nosso sistema, somos Calvinistas, Reformados, Protestantes.

2- Dever.

Dentro do ponto dever, o sistema não isenta o homem de suas responsabilidades para com Deus e para com o próximo. Nosso sistema mostra que o homem tem a obrigação de manter a obediência incondicional a Deus e jamais pode deixar de lado a lei dos magistrados civis e seu relacionamento com o homem a sua volta. Dentro deste aspecto, dizemos que o sistema torna viável o relacionamento com o homem e tudo a sua volta. Dentro do sistema o homem tem livre agência, o que o torna responsável diante de Deus. Sendo assim, o mesmo não pode deixar a moral de lado e sobrecarregar sua consciência. Seu dever é viver uma vida reta e piedosa diante de todos a sua volta. Nesse sentido, podemos dizer que o sistema influenciou o homem a sua volta trazendo vários benefícios, tais como diz Gladstone:“ Na ordem civil, as vantagens de auto-governo local e das instituições representativas; hábitos disciplinados da mente, respeito pelos adversários e alguns dos elementos do sentimento jurídico; desenvolvimento de individualidades genuínas, ao lado do desencorajamento de personalismos arbitrários e de toda e qualquer tendência excêntrica; sentimento da vida comum e enérgica disposição de defendê-la; amor à lei combinado com amor a liberdade”.

3- Culto

Dentro do culto, podemos dizer, que o sistema presbiteriano coloca o verdadeiro culto como primazia de relacionamento entre Deus e o homem. É o momento onde o homem se aproxima de Deus. Sabemos que, infelizmente, nos nossos dias, também é o lugar onde o homem se esquece de Deus e de sua soberania. Definimos o culto presbiteriano da seguinte forma: deve ser somente a Deus, Ele deve ser adorado pela mediação de Cristo. Deus aceita o culto somente em espírito e em verdade, sob a direção do Espírito Santo. Somente no culto verdadeiro o pecado pode ser perdoado. No Evangelho, parte alguma do culto pode ser subordinado a este ou aquele lugar, todo cristão deve separar um dia para consagração a Deus.4- Governo Como vimos e estamos tratando até agora do governo, em seus aspectos essenciais. Foi estabelecido por Deus na terra, com a finalidade de preservar, manter e difundir a vontade e a verdade de Deus. Dessa forma, cabe a cada um de nós sermos fiéis a ele, se realmente o aceitamos. Se não o aceitamos devemos ter a coragem de buscar em outro governo aquilo que queremos.

4-Autoridades

Autoridades no Sistema Em 1729, a Igreja Presbiteriana adotou os padrões de Westminster e em 1788, toda a constituição, que até hoje conserva na essência. Por isso, o que se exige de cada membro da igreja é que seja leal a todo o sistema e governo da Igreja. Cada um deve respeitar as autoridades constituídas pela igreja e também respeitar todos os meios adotados pela igreja como sendo parte deste conjunto citado acima. Muitos de nós dizemos que somos presbiterianos, mas não conhecemos nada do presbiterianismo. Ao longo do tempo e do encurso da história, isto vem se tornando a maior tragédia que já se ouviu dizer. Devemos crer que Deus ,na sua soberania ,nos deu aquilo que merecemos e devemos como servos, respeitar, obedecer, orar e defender com afinco o que Deus tem constituído como autoridade sobre nossas vidas. Caso contrário, devemos ter a coragem de muitos que não aceitaram, de sair e viver de acordo com o achismo pessoal.
Em regra, o melhor cristão, o mais fiel a Cristo, é aquele que mais lealmente serve a igreja de que é membro. O verdadeiro cristão tem sempre consciência de que ocupa um lugar no reino de Deus, por sua escolha pessoal e conforme a operação da divina providência. E o que é verdade no indivíduo é, também, verdade nas igrejas cristãs. A denominação mais fiel à missão que lhe foi atribuida por Deus, mais leal a fraternidade cristã e ao chefe Supremo da Igreja, é justamente, a que é mais leal à sua própria natureza, aos seu princípios peculiares e que recusa, como fez Davi, a executar a obra de Deus vestida com armadura de Saul. Quanto mais leal a si mesma for a Igreja Presbiteriana, tanto mais leal será a Jesus Cristo.

Conclusão

Concluindo, podemos dizer que nós temos um sistema sólido e coerente com a vontade de Deus. Devemos assim cada dia conhecê-lo e dedica-lhe nosso cristianismo como um todo. Somos presbiterianos e devemos, a este conjunto, o dever de lealdade. Concluo, com as afirmações destes servos de Deus que definiram o sistema presbiteriano da seguinte forma: Earle E. Cairns disse: para mim o Sistema Presbiteriano é um Conjunto de doutrinas e leis, baseados na essência da palavra de Deus que visa unicamente glorificar a Deus em sua totalidade e onipotência ; Boanerges Ribeiro: a Igreja Presbiteriana é um conjunto de Igrejas locais, que adota como única regra de fé e prática as Escrituras Sagradas do Velho e Novo Testamento e como sistema expositivo de doutrina e prática a sua Confissão de Fé e os Catecismos Maior e Breve, sendo em um todo um sistema representativo; W. H . Roberts: creio que o Sistema Presbiteriano é o corpo de verdades e leis religiosas que tem como verdade fundamental a soberania de Deus.

Rev. Roberto Branquinho Pereira